MEDICINA

A DOR INVISÍVEL

Muitos já ouviram falar sobre ela, mas não sabem bem como identificá-la. A fibromialgia (FM) é uma síndrome de sensibilização central, dolorosa e crônica que atinge cerca de 2,0% a 2,5% da população brasileira. Apresenta-se como dor musculoesquelética generalizada, fadiga está associada a dezenas de outros sintomas, como síndrome do intestino irritável, nevoeiro mental (“fibro fog”), distúrbios de sono, cefaleia, depressão, ansiedade e palpitações. O risco relativo de um familiar de primeiro grau de um paciente com fibromialgia apresentar o mesmo quadro chega a 8,5%. Estudos de gêmeos sugerem que 50% do risco de desenvolver a doença e condições dolorosas semelhantes é genético e 50%, ambiental.

Seu diagnóstico é essencialmente clínico. Ou seja, por meio de uma boa consulta, um reumatologista experiente pode diagnosticar e, principalmente, tratar a doença. Aliás, é fundamental saber que é possível levá-la à remissão e trazer melhora importante da qualidade de vida. O tratamento medicamentoso é feito através da regulação dos neurotransmissores, com a utilização de antidepressivos, suplementos e, por vezes, medicações injetáveis em crises. Apenas analgésicos, mesmo que potentes, não são suficientes para cessar a dor do fibromiálgico. A prática de atividade física também é essencial. Não importa a modalidade. O ideal é que seja relativamente prazerosa e regular. Por vezes, é indicado o acompanhamento psicológico, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC).

Quando existe reciprocidade no tratamento e acompanhamento por parte do paciente, há uma boa melhora. Isso é gratificante, já que a condição é extremamente complexa e, sua remissão, uma enorme vitória.

Dra Flávia Nascimento

CRM MG – 48179

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