Gestão e Negócios

A CHEGADA DELES

O Mater Dei é referência em sucessão corporativa. O diferencial é o envolvimento da família?

O hospital nasceu em 1980 em função de um sonho do nosso fundador, meu avó, José Salvador Silva. Nasceu do desejo de construir um lugar onde pudesse atender com o mesmo carinho e acolhimento os pacientes que recebia em seu consultório. Ao longo do tempo o projeto cresceu. Junto com o crescimento surgiu a necessidade de envolver outros membros da família e bons profissionais do mercado. A estratégia era formar familiares para ser bons funcionários e contratar colaboradores que pensassem como familiares. Inicialmente vieram os filhos Henrique, Renato, Maria Norma e Márcia. Nós, da terceira geração, fomos conhecendo e gostando cada vez mais do negócio. Em 1998, no entanto, foram criadas regras para a entrada dos netos. Era preciso iniciar no Mater Dei, trabalhar em uma instituição de igual ou maior porte e fazer um MBA nas melhores escolas de negócios do mundo.

Como foi sua trajetória?

Fui para São Paulo em 2008, onde trabalhei dois anos e meio na DASA, oito meses no Sírio-Libanês e um ano e meio no Albert Einstein. Cumpri a exigência e, em 2010, fui convidado pela família para assumir a gerência administrativa. Fiquei quatro anos nessa função e fui para a Universidade Columbia, em Nova York, fazer um MBA. Essa é a última etapa do processo de formação para poder voltar à instituição. A estrutura do processo ajudou muito para que cada ascensão fosse justa e planejada. Não adianta nada ter uma posição ou cargo se a própria empresa não o aceitar. Em 2015 retornei ao Mater Dei como diretor

No início do ano seu pai foi eleito um dos 100 mais influentes na saúde pelo Grupo Mídia. Espera, no futuro, repetir o feito?

Cada um constrói a própria história. O Dr. Henrique certamente é uma referência para todos nós. Para mim, como pai e como profissional.
É muito dedicado e ético, e por isso alcançou o sucesso. Ele é uma referência que busco não somente num prêmio específico, porque essa é uma questão que foge ao meu controle; não necessariamente vou conseguir o mesmo feito, mas, sem dúvida nenhuma, miro nele em termos de reconhecimento e sucesso profissional.

Como você avalia esses primeiros seis meses de operação em Betim?

O projeto está indo muito bem, amadurecendo numa velocidade maior do que imaginávamos. Temos muitas equipes novas e tradicionais que rapidamente aderiram ao hospital, além de um público satisfeito com o atendimento. A comunidade estava carente de um serviço hospitalar de qualidade. E 98% das pessoas contratadas são da região. Para nós é muito importante essa inserção respeitosa e que traga valor para a sociedade local.

Os planos de expansão para os próximos anos envolvem sair de Minas Gerais?

O novo desafio é Salvador. Já temos ideia de como será, mas estamos acertando os últimos detalhes do projeto. O hospital vai funcionar numa área nobre, na confluência de duas avenidas importantes, a Anita Garibaldi e a Vasco da Gama, terá cerca de 65 000 metros quadrados de área hospitalar construída e um moderno centro médico acoplado.

O momento é propício para investir?

Acho que o Brasil já viveu muitas crises na sua história. Talvez esta seja uma das piores da história recente, mas nosso projeto não é de dois, três, cinco anos. É de longo prazo. Nossa organização procura fazer as coisas com tranquilidade, medindo muito bem o investimento. Acreditamos que quem faz as coisas bem-feitas, com foco real no paciente, terá sempre lugar no mercado. E nós cultivamos boas parcerias. Médicos e colaboradores estão ao nosso lado nos bons e nos maus momentos, por isso é possível, sim, expandir para dar esse tipo de acesso e qualidade a outras praças.

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