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Cirurgia plástica vicia? A obsessão pela aparência e a dismorfofobia

A cada dia, o sedutor mercado da beleza atrai mais pessoas com a promessa da conquista de um corpo perfeito. Existem aquelas que têm uma visão realista do próprio corpo e se beneficiam com as intervenções cirúrgicas, buscando resultados mais naturais ou harmoniosos. Mas, em alguns casos, é possível perceber um vício, uma busca insaciável por um resultado inatingível, e várias cirurgias estéticas realizadas, prejudicando ou até deformando a aparência. Esses pacientes nunca estão realmente satisfeitos com o próprio corpo.

Existe uma palavra que define esse transtorno responsável por levar tantas pessoas a uma quantidade exagerada de cirurgias plásticas: dismorfofobia, também conhecida como transtorno dismórfico corporal. Portadores desse distúrbio possuem uma visão deturpada no espelho, sofrendo com a autoimagem. A angústia é permanente e, apesar das várias tentativas, nenhum procedimento estético é capaz de aliviar a eterna insatisfação, tornando a cirurgia plástica um verdadeiro vício. Cerca de 3% da população mundial sofre com o problema, o que equivale a 57 milhões de pessoas; e cerca de 14% das pessoas que realizaram ou pretendem realizar intervenções estéticas tem o transtorno.

Os primeiros sinais surgem na adolescência. Entre eles estão a depressão, insatisfações exageradas com a aparência e a tentativa de convencer as pessoas sobre a anormalidade, que pode prever o passo adiante: partir para as cirurgias plásticas, sem nunca, de fato, estar feliz com os resultados.

Em situações como essa, é muito importante o olhar ético de um cirurgião plástico compromissado com o bem-estar do seu paciente, capacitado para fazer uma avaliação e indicar um procedimento somente quando for necessário. Cirurgias plásticas em excesso podem causar o efeito inverso, desfigurando o indivíduo e dando início a um ciclo sem fim de plásticas para resolver problemas criados por outras plásticas. Médico e paciente precisam entender que qualquer intervenção abusiva ou exagerada deve ser descartada.

Doutor Edmundo Ahouagi

Neto é membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e constituiu sua formação em cirurgias gerais no Hospital Luxemburgo, que presta serviços há mais de trinta anos no campo da saúde, e no Hospital Mário Pena.

CRM: 32.990
RQE: 16556

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Edmundo Ahouagi

Edmundo AhouagiÉ membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, constituiu sua formação em Cirurgias Gerais no Hospital Luxemburgo, que presta serviços há mais de trinta anos, e no Hospital Mário Pena. CRM: 32.990 RQE: 16556

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