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A um golpe da mudança

Treinos de defesa pessoal servem de trampolim para a adoção de um estilo de vida mais saudável por Daniela Mendes, sob a supervisão da editora

Defesa pessoal, ou autodefesa, é uma opção para neutralizar ataques-surpresa em situações de assalto ou assédio sexual. No entanto, ao entrar em contato com as artes marciais, muitas pessoas, em especial mulheres, acabam adotando um estilo de vida. É o que observa o treinador Thiago Carneiro, que ensina o krav magá, uma combinação israelense de técnicas como o boxe, wrestling, aikido, judô e karatê adaptadas para um ambiente realista e testado em guerras. “Cada um tem seu objetivo, cada um tem sua dor, então tem gente de todo tipo treinando. De crianças e adolescentes que sofrem bullying a mulheres com medo. Aliás, 60% são mulheres”, afirma. Ao começar a treinar, no entanto, um fenômeno costuma acontecer. “Você começa com o objetivo de se defender, mas, ao preparar o físico, descobre outros motivos para estar ali”, revela o treinador.

Foco no objetivo

Carneiro também é analista de sistemas e tem ajuda da esposa, a psicóloga Ana Paula Santos Carneiro, em algumas aulas. Para ele, a diferença de uma aula de defesa pessoal para a arte marcial é a finalidade. “Se você está treinando para defesa pessoal, tenho que ter certeza de que, se você vai chutar, vai machucar a pessoa. Você precisa ser assertiva”, explica, com uma lógica básica: um chute errado é uma chance de ser atacado. O treino de defesa pessoal também foca na preparação física muscular, inclusive com exercícios aeróbicos. “É preciso ter um preparo bacana para evitar situações de risco, e isso já é feito junto com a aula”, detalha o treinador. Para ele, a autodefesa começa muito antes de entrar em combate.

Cada aluno, uma história

Antes de começar a aula, o aluno é submetido a uma avaliação com fisioterapeuta para entender qual caminho seguir para alcançar seus objetivos. Durante o processo, consideram-se o histórico médico e as condições físicas, mas o mais importante é fazer com que a pessoa se defenda apesar de suas condições físicas. “A gente vai tentar dentro dos limites impostos.” Existe uma gama variada de alunos com demandas muito diversificadas, que, além da autodefesa, vão desde a depressão, passando por problemas de obesidade até a deficiência física. 

Um estilo de vida 

Para Thiago, resultados consistentes se conquistam com o tempo. “Ao começar a treinar, as pessoas não param. Qualquer rua escura que você passa vai lembrar que está treinando”, exemplifica. O treinador considera a prática um estilo de vida, no qual vai motivando seus alunos a mudar os hábitos, inclusive no que diz respeito à alimentação. “Eu falo numa primeira conversa: vem, começa a treinar. Devagarzinho a gente vai subindo cada degrau”, diz. “Aí a pessoa começa a treinar, vai ao endocrinologista, a um nutricionista, ao fisioterapeuta e aí, quando você vê, em cinco anos ela é outra”, garante.

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Revista Saúde e Estilo

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