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CALVÍCIE FEMININA: O QUE É E COMO TRATAR

A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, é mais comum do que se pensa no sexo feminino. Mais frequentemente após a menopausa, estima-se que 57% das mulheres acima de 80 anos são acometidas. A condição se dá pela  hipersensibilidade de receptores hormonais no couro cabeludo, que levam ao afinamento progressivo dos fios.
Com caráter genético, pode se iniciar na puberdade e progredir ao longo da vida adulta. Diferentemente dos quadros de alopecia androgenética em homens, nas mulheres não é comum a ocorrência de áreas completamente calvas, e sim o afinamento e a rarefação difusa dos fios, permitindo cada vez mais a visualização do couro cabeludo. Como os
cabelos têm grande importância na estética feminina, e se relacionam diretamente com a sua autoimagem,
transtornos de ansiedade, depressão, insegurança e dificuldades no relacionamento interpessoal podem ocorrer
concomitantemente.
A boa notícia é que há tratamentos que interrompem a progressão, melhoram a rarefação dos fios e, consequentemente, resgatam a autoestima. A restauração capilar é uma das áreas da dermatologia que vem
passando por importantes avanços nas últimas décadas, e são muitos os recursos disponíveis para o controle
do quadro. Há medicações tópicas e orais e também tecnologias com o uso de lasers. A micropigmentação
é uma ótima opção para camuflar a calvície e transmitir a impressão de densidade capilar.
Para os casos mais avançados, é possível recorrer ao transplante, mas a indicação em mulheres é mais restrita,
uma vez que a área doadora pode apresentar quantidade significativa de fios finos. Seja qual for o tratamento, para sua melhor eficácia, é muito impor tante identificar a alopecia androgenética logo no começo. A recomendação é procurar o dermatologista assim que perceber qualquer sintoma de queda ou afinamento dos fios, e iniciar
imediatamente o tratamento indicado. Além da genética, outros fatores provocam queda de cabelo,
agravando a calvície em mulheres, como anemia, doenças da tireóide, desnutrição, distúrbios hormonais
e stress. Nesses casos, uma avaliação global da saúde é necessária.
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Revista Saúde e Estilo

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