Cirurgia plástica

CAPACITAÇÃO PARA OFERECER CUIDADOS

A CIRURGIA PLÁSTICA AUXILIA AS PESSOAS A SE SENTIREM BEM COM A SUA APARÊNCIA

S aúde é o conjunto do bem-estar físico e mental. “O aspecto estético do corpo exerce um papel muito importante na formação da autoestima, que é a capacidade que temos de valorizar a nossa identidade, se estamos satisfeitos com quem somos, se confiamos em nós mesmos e nos reconhecemos no espelho”, diz o cirurgião plástico Leandro Gontijo, membro da Sociedade Brasileira e Americana de Cirurgia Plástica e diretor médico do Instituto Mineiro de Cirurgia Plástica, com formação em queimados pelo Hospital João XXIII e em reconstrução mamária pelo Hospital Alberto Cavalcanti.

“A maioria das minhas pacientes, por exemplo, são mães que trazem queixas de que a maternidade alterou seu corpo de alguma forma. A cirurgia plástica auxilia as pessoas a se sentirem bem com a sua aparência”, ressalta. “Observo que muitas delas se mostram mais felizes e seguras após o procedimento.” Prestar uma assistência médica adequada, no entanto, exige, no mínimo, uma boa capacitação. A cirurgia plástica pode ser considerada a soma da ciência ao talento individual. Podemos falar em arte, uma vez que os corpos são esculpidos por meio de técnicas especializadas estudadas e treinadas durante anos. São onze anos de formação. Seis em medicina, dois em cirurgia geral, para compreender técnicas cirúrgicas básicas e soluções para emergências, e outros três anos de aperfeiçoamento técnico dentro da cirurgia plástica.

Afora a formação, é preciso ainda pensar além. “Como a cirurgia geralmente envolve muitos medos e angústias, o atendimento centrado no indivíduo, de forma a fazê-lo se sentir acolhido e seguro, é fundamental.” Gontijo, que está à frente do Instituto Mineiro de Cirurgia Plástica (IMCP), focado no atendimento humanizado, entende a importância da qualidade do atendimento e dessa proximidade. “O IMCP possui equipe de anestesia própria especializada em cirurgia plástica que faz a consulta pré-operatória antes da cirurgia e dá todo o suporte para dúvidas no pós. A equipe de enfermagem faz atendi – mento domiciliar após a cirurgia para pro – mover conforto e bem-estar na recuperação cirúrgica, e as fisioterapeutas realizam o atendimento na cirurgia, além de atendimento domiciliar.”

Os cirurgiões plásticos, segundo ele, pensam em todos os detalhes, investindo em conhecimento e tecnologia para diminuir os ris – cos cirúrgicos. Um exemplo é o aparelho de termografia, uma tecnologia que visualiza mudanças na temperatura corporal relacionadas à alteração do fluxo sanguíneo. Ela permite que o exame detecte anormalidades superficiais como um processo inflamatório, que pode ser a causa de dor em um paciente.

Para ter resultados satisfatórios, de maneira geral, Gontijo recomenda desconfiar sempre de promoções e preços baixos, que podem ser uma cilada. Segundo ele, é fácil saber se o seu médico é capacitado. Basta acessar a internet e digitar o nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). “Um procedimento simples e gratuito que pode definir o nível de segurança de sua cirurgia.”

5 perguntas para Dr. Leandro Gontijo

As principais dúvidas levantadas no consultório médico

A redução da mama impede a amamentação?

Revisões da literatura sobre esse tema concluem que as chances de uma mulher que realizou uma redução das mamas conseguir amamentar são praticamente as mesmas de uma que não passou pelo procedimento. Quando há a retirada do tecido mamário, as mamas vão produzir a quantidade de leite necessária para a nutrição do recém nascido até, pelo menos, 6 meses de idade. O déficit de crescimento e ganho de peso do bebê nos primeiros meses de vida, no entanto, nunca deve ser subestimado. Um acompanhamento é fundamental para avaliar se é necessário utilizar medidas complementares

É possível aumentar as mamas sem prótese?

Qualquer região do corpo que exija o aumento de volume pode ser beneficiada pela chamada lipoenxertia, ou enxerto de gordura. O procedimento, realizado a partir de uma lipoaspiração, é indicado para aumentos pequenos de volume, desejo de maior naturalidade ou, ainda, em associação com o silicone, para permitir implantes menores, com o mesmo efeito estético. O resultado pode ser observado dentro dos primeiros seis meses.

Para que é indicada a cirurgia íntima?

As queixas mais comuns estão relacionadas aos pequenos lábios, quando geram desconforto ao vestir roupas apertadas, ao andar de bicicleta, nas relações sexuais e até mesmo na aparência. Podem, também, dificultar a higiene íntima, levando a infecções como a candidíase. Dependendo do grau de acometimento, há uma técnica cirúrgica específica. A ninfoplastia, ou labioplastia, pode ser realizada com anestesia local e sedação, e os pontos são absorvíveis.

Qual o peso ideal para realizar cirurgia plástica?

Ao se submeter a um procedimento cirúrgico, os riscos de complicações aumentam caso a paciente tenha critérios de obesidade. Podem ocorrer abertura de pontos, acúmulo de líquidos, dificuldades respiratórias, trombose e até mesmo embolia. Além disso, se uma pessoa se submete a uma cirurgia estando muito acima do peso ideal, é bem provável que, ao perder peso após o procedimento, o resultado estético também seja alterado.

Quais são os tratamentos para flacidez acima do umbigo?

É necessário, em primeiro lugar, uma avaliação médica para verificar o grau de flacidez, a qualidade da pele, a altura da cicatriz umbilical, a idade, se há planejamento de nova gravidez, entre outros. Entre os tratamentos não cirúrgicos, podemos citar ultrassom micro e macrofocado, radiofrequência, corrente russa e infravermelho ou aplicação de substâncias locais para estimular a produção de colágeno. Já o tratamento cirúrgico é realizado quando as opções de tratamentos estéticos não invasivos não são suficientes. Se a flacidez for acima e abaixo do umbigo, a melhor opção é a abdominoplastia, que tem como objetivo modelar o contorno corporal e melhorar a flacidez abdominal anterior. É retirada a pele do umbigo para baixo, esticando todo o abdômen.

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Leandro Gontijo

Leandro GontijoÉ membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro do Corpo Clínico do Hospital Mater Dei e do Hospital Lifecenter; sócio-proprietário da Clínica Leandro Gontijo CRM 46031 RQE 29322

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