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Conhecimento profundo sobre o envelhecimento

Para ter uma pele bonita é preciso, antes, ter uma pele saudável

Um bom exemplo da beleza orientada pela medicina é a dermatologia. “A área não se limita apenas à camada visível e superficial da pele, mas, também, a todos os elementos do corpo humano que interagem com a pele”, explica o dermatologista Lucas Miranda, graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com residência médica em dermatologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFSJ), e especialista em tricologia médica, cosmiatria e cirurgia dermatológica. “A dermatologia detém o conhecimento de toda a questão estética relacionada ao envelhecimento e sabe como amenizar, prevenir ou tratar as diversas condições da pele.”

Os dermatologistas, de fato, são pioneiros na realização de procedimentos que combatem os efeitos do envelhecimento. Não é para menos. A pele é o maior órgão do corpo humano e um dos mais afetados pelo passar do tempo, tanto pela perda natural de colágeno quanto pela exposição à luz solar. É natural, portanto, que a busca pelos consultórios seja intensa. “Muitos pacientes procuram a clínica com o desejo de conquistar e manter uma pele jovem e bonita. Mas, para ter uma pele bonita é preciso, antes, ter uma pele saudável.” Por isso a importância dos cuidados preventivos e dos tratamentos dermatológicos, antes de passar para os procedimentos estéticos.

Para Lucas, todavia, é perfeitamente plausível procurar ajuda médica para melhorar algum aspecto estético que gere desconforto. “A saúde não se caracteriza apenas pela ausência de doenças orgânicas ou por algum mal-estar físico. A medicina já comprovou que a autoestima influencia diretamente em nossa saúde mental e que isso tem impacto importante também no nosso corpo físico.” Só um bom médico, no entanto, está atento às reais motivações do paciente. “Em muitos casos, a insatisfação tem origem em questões psicológicas mais profundas, que precisam ser tratadas anteriormente”, adverte. Pessoas nessas condições, segundo ele, tendem a nunca estar satisfeitas com as mudanças que buscam nos procedimentos, porque o problema extrapola a estética.

Um profissional qualificado identifica esses elementos por meio de técnicas médicas de anamnese. E mais, tem ética e sensibilidade para saber até onde pode ir. “Mesmo as pessoas que realmente têm prescrição e podem se beneficiar de tratamentos da medicina estética devem ter suas características individuais preservadas. A beleza, muito mais do que seguir padrões impostos pela sociedade, está em valorizar aquilo que há de belo no indivíduo”, destaca.

“A medicina já comprovou que a autoestima influencia diretamente em nossa saúde mental e que isso tem impacto importante também no nosso corpo físico”

Os procedimentos estéticos não cirúrgicos, nesse contexto, surgem como alternativa ou como complemento das cirurgias. Atuam suavizando os sinais de envelhecimento da face e as marcas de expressão. Destaque para a toxina botulínica, os preenchedores de ácido hialurônico e os bioestimuladores de colágeno, que são aplicados para corrigir rugas, valorizar o contorno do rosto e reduzir a aparência dos sulcos, além de restaurar o volume facial perdido ao longo dos anos. A medicina dá inúmeras alternativas para que o paciente seja assistido de forma individualiza – da, alcançando os melhores resultados para si. “Nem sempre o protocolo de tratamento usado para uma pessoa vai dar resultado em outro paciente”, afirma o dermatologista.

A escolha deve ser feita de maneira responsável e consciente. “Qualquer indivíduo que deseja alguma melhora no aspecto da pele ou procedimentos para suavizar as marcas do tempo deve procurar um médico dermatologista que seja membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e que esteja apto para diagnosticar e indicar quais tratamentos se encaixam na sua realidade”, aconselha.

Todo cuidado começa de dentro para fora. Como o maior órgão do corpo humano, a pele reflete tudo o que acontece no organismo. Nela são expostas as consequências de hormônios desregulados, de uma má alimentação e do uso inadvertido de substâncias como o álcool e o cigarro. Independentemente do caminho escolhido, é fundamental que o paciente entenda que hábitos saudáveis, que incluem sono de qualidade, hidratação regular, prática de atividades físicas e uma dieta equilibrada, ajudam a manter a saúde e a beleza da pele em dia.

 

Por: Dr. Lucas Miranda

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