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Inclusão na capital

a Prática de modalidades adaptadas para pessoas com deficiência socializa e quebra barreiras; a AMparadesporto é, hoje, o único clube 100% focado neste público em Belo Horizonte por Daniela Mendes, sob a supervisão da editora

Quando se coloca o pé numa quadra, a medalha que vai no peito de um se multiplica no coração de uma arquibancada. O pódio alcançado eleva também todos aqueles que testemunham a cena. Essa é a glória do esporte. E se uma taça erguida tem sob ela muitas mãos como base, imagine quando o corpo do atleta vai além das limitações habituais. Hoje, no Brasil, mais de 20% da população possui algum tipo de deficiência. Em Belo Horizonte, diversas instituições e clubes oferecem suporte para a prática de esportes paralímpicos. Mas a única criada especificamente com esse intuito é a Associação Mineira do Paradesporto — AMparadesporto. Fundada em 2017 com o objetivo de formar atletas de rendimento nas modalidades paralímpicas, atualmente também forma instrutores e atua como caça-talentos.

 

Apenas um clube

A AMparadesporto é um clube como qualquer outro. Só que concentra seis esportes: futebol para cegos, para pessoas com paralisia cerebral, tênis de mesa, bocha, vôlei sentado e uma parceria com rúgbi em cadeira de rodas. A fundadora Lina Vitorelli explica que, além da filiação de atletas, há trabalhos com o desenvolvimento de modalidades e a realização de projetos para outras cidades, como Contagem, Governador Valadares, Lagoa Santa e Montes Claros. A presidente da AMparadesporto, Célia Procópio Duarte, lembra que, a partir do ponto em que ela e Vitorelli conseguiram um espaço apropriado para a prática no Centro Federal de Educação Tecnológica, CEFET, começaram a tirar o sonho do papel. “Queríamos justamente trabalhar com o rendimento e profissionalizar as pessoas envolvidas com a associação.”

A importância da prática para pessoas com deficiência

Há toda uma construção da elegibilidade do esporte, o que, grosso modo, seria como criar regras específicas para cada modalidade. “Por mais que existissem o lazer e a participação de pessoas com vários tipos de deficiência, a gente queria fazer o esporte de rendimento. Então precisávamos focar na elegibilidade”, explica Duarte. O resultado é cerca de cinquenta atletas filiados e vinte profissionais especializados, que trabalham voluntariamente. A AMparadesporto também apoia e realiza eventos acadêmicos e de qualificação, a fim de oferecer oportunidades de aprendizagem e troca de experiências entre os profissionais das áreas de educação física, psicologia e fisioterapia, entre outros. Para a presidente, o esporte é uma boa forma de socialização e de quebra de barreiras. Ao mesmo tempo que potencializa o sonho no coração de cada torcedor, o paratleta inspira otimismo, cidadania e participação social. Se depender da AMparadesporto, logo o Brasil terá muito mais atletas paralímpicos ocupando pódios em competições nacionais e internacionais.

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