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O ATOR CELEBRA MAIS DE TRÊS DÉCADAS DE CARREIRA E PROVA QUE O IMPORTANTE É NÃO ESTAGNAR

Marcelo Serrado tem em seu histórico uma carreira bem-sucedida como ator de novelas — haja vista sucessos como Crodoaldo Valério, o hilário Crô de Fina Estampa, que foi ao ar na TV Globo em 2011 —, trabalhos em longas e minisséries, imersões como produtor e, até 2019, a somar na lista, participação no reality Popstar como músico e cantor. Energia é o que não falta para o carioca de 52 anos, que iniciou sua trajetória em 1987, na novela Corpo Santo, produção da extinta Rede Manchete. Marcelo também está à frente da primeira adaptação para o Brasil do musical Young Frankenstein, mistura de comédia com ficção científica criada pelo cineasta americano Mel Brooks na década de 70. Não bastasse a agitação da vida profissional, o ator se dedica, com afinco, à família, mantém a alimentação em dia e coordena uma rotina de treino que faz jus aos 75 quilos distribuídos em 1,75 metro: ora pratica tênis, ora muay thai. Sem contar o entusiasmo para tirar do papel novos e, de preferência, desafiadores projetos.

No Popstar, você recebeu inúmeros elogios do júri por sua desenvoltura e domínio de palco. Atribui isso à experiência de tocar em bares antes de se consagrar como ator?

A experiência me ajudou, sim, durante as apresentações. Também faço aulas de canto há uns dois, três anos, por causa dos musicais. Tudo isso contribuiu para as performances, mas sempre rolou um nervosismo antes (risos). Eu não sou um cantor como vários ali, meu objetivo era divertir e brincar. Adoro esse programa, já acompanhava como espectador e foi muito bom poder cantar com músicos que eu nunca imaginei que fosse cantar. É muito divertido, e essa era a proposta do programa para mim. Uma competição, porém, comigo mesmo.

Ainda se considera uma pessoa tímida? Como faz para driblar isso?

Eu era uma pessoa tímida e gaga, procurei o teatro justamente por isso. Sempre que alguém me fala que é tímido, eu recomendo o teatro, porque me ajudou muito. Hoje em dia é fácil falar com as pessoas, com a plateia, mas, antes, eu falava olhando para baixo.

Chegou a estudar profundamente algum instrumento?

Acabei estudando e aprendendo a tocar um pouco de violão, piano e gaita.

A música, hoje, é seu hobby?

É, mas eu também trabalho com ela, em musicais. Em 2018 fiz Noviça Rebelde e fui convidado para fazer outros espetáculos, como Billy Elliot, mas acabei não podendo. Recentemente recebi um novo convite e em março do próximo ano retorno aos palcos.

Tem outros hobbies?

Gosto muito de jogar tênis e bola. Entre uma gravação e outra pratico um desses dois esportes.

Qual o programa perfeito quando não está trabalhando?

Gosto de curtir uma praia e às vezes viajo para o campo com a família. Mas, tudo depende da agenda. Tento ficar ao máximo com os meus filhos, mesmo trabalhando muito, priorizo ficar perto deles e conciliar a vida profissional com a pessoal da melhor maneira.

Você recebeu recentemente o grau amarelo no muay thai. A que corresponde?

Corresponde a um dos níveis de iniciante. Faz pouco tempo que comecei a praticar o esporte.

Qual a sua história com o muay thai?

Meu amigo Vitor Vieira, proprietário da Rio Fighters, sempre me convidava para fazer uma aula experimental. Desde que fui, não parei mais. Faço muay thai três vezes por semana. Está me ajudando muito, estou soltando toda a minha energia (risos). É muito bom.

Costuma fazer academia?

Depende da minha agenda. Como já faço outras atividades, de duas a três vezes por semana, muitas vezes acabo substituindo a academia.

Qual o segredo para manter a disciplina e a motivação na atividade física?

Ter foco, sempre. No segundo semestre de 2020 farei um papel em que preciso estar magro e forte, então estou focado nisso. Tenho ainda uns oito meses pela frente, mas já preciso ter o foco e disciplina.

O corpo, evidentemente, está em forma. Agora, como faz para cuidar da mente?

A mente está sempre feliz, pensando positivo. O esporte ajuda muito nisso, por isso procuro praticar sempre na parte da manhã, porque meu dia já muda depois disso.

Em relação à alimentação, você diria que é mais rígido ou flexível?

Minha alimentação é muito tranquila. Procuro não comer massa à noite. Nem biscoito, besteiras, ou arroz e feijão. Tento levar uma alimentação mais saudável hoje em dia.

Qual a base do seu cardápio diário?

De manhã eu como ovo mexido, suco verde ou água de coco, salada de fruta e nada de pão, zero de pão. No almoço eu geralmente como proteína, salada e legumes. Quando eu malho, coloco um arroz ou alguma massa, mas pouca coisa. O lanche é bem moderado também, geralmente com suco, vitamina ou sanduíche natural. À noite, tomo uma sopa ou como uma salada.

Já sofreu algum distúrbio ou doença crônica?

Não, felizmente nunca tive nada muito sério.

O que mais lhe traz bem-estar atualmente?

Estar com a minha família e poder fazer atividades físicas.

Você é vaidoso?

Uso alguns cremes e cuido do cabelo. Tenho que cuidar da minha imagem, sou ator e trabalho com ela. Tento ser vaidoso na medida do possível.

Frequentemente você faz críticas à falta de limites na internet. Já vivenciou algum episódio grave na web?

Todos os dias presenciamos uma coisa ou outra. De um tempo para cá, as pessoas vêm se desrespeitando cada vez mais, e não só na internet, mas, com a ferramenta, é mais fácil passar dos limites. Também há muitas pessoas agressivas e robôs. Como ter um diálogo com esses tipos que o insultam e não têm argumento? Trabalho muito, não tenho tempo para isso (risos). Minha dica é: vá ler um livro, curtir a vida por aí. Não tem a menor condição de perder tempo respondendo a haters.

O fato de estar sempre exposto dá mais abertura à proliferação de fake news. Como você se resguarda?

As fakes news sempre existiram, mas, de um tempo para cá, elas têm ganhado mais visibilidade devido à facilidade de acesso e ao alcance das mensagens. Cabe a nós saber lidar com a situação, se posicionar e saber o que falar. Não podemos deixar isso nos abater.

Qual é o seu limite em relação à interação com os fãs?

Sempre interajo com os meus fãs. Paro para falar, tirar foto, depois dos espetáculos eu converso com a plateia, atendo cada um e tudo o mais. Mas, às vezes, acontece de um fã ou outro me encontrar em um dia em que estou atrasado ou doente e depois falar que não fui solícito. Nesses casos, sempre tem uma situação por trás. Sou muito grato a todos, sem eles o meu trabalho não teria sentido.

Qual foi o personagem mais marcante da sua carreira?

Todos os personagens foram marcantes para mim. O Crô realmente foi um grande personagem. Teve também o delegado Nogueira, em Vidas Opostas, que foi incrível, e o Bruno, de Poder Paralelo. Velho Chico foi muito legal também, o Carlos Eduardo era um vilãozão maluco, né? Gostei muito da minha última novela, O Sétimo Guardião. Nicolau
foi um personagem polêmico e bastante machista. Bom, todos, até hoje, me deixaram muito satisfeito e orgulhoso do meu trabalho. Sempre tento fazer o meu melhor.

Algum papel já exigiu algo extremo de você?

Todos exigem algo. O mais recente, Nicolau Ferreira, em O Sétimo Guardião, exigiu muito. Era um machão que se achava o dono da verdade e não respeitava sua mulher nem seus filhos.

Voltando ao famoso Crô, qual foi o maior desafio ao dar vida ao personagem?

Sou muito grato ao Agnaldo por ter apostado em mim e ter me dado esse presente. Para cada personagem que eu faço eu busco referências reais e me inspiro nelas. Então, o cabelo eu vi em um lugar, aquela coisa com a mão também veio de outra referência. O desafio foi acertar nessa composição para que o conjunto final gerasse identificação com o público e mostrasse que o Crô era humano.

Em quais projetos você está envolvido hoje?

Atualmente estou gravando um longa, uma comédia super divertida que deve chegar aos cinemas no próximo ano, acredito.

Algo mais engatilhado para 2020?

Meu próximo trabalho é no teatro, com Young Frankenstein. Na televisão retorno em uma série da Rede Globo que está prevista para ir ao ar em janeiro, depois, nos meses de abril e maio, faço outro projeto na emissora e, no segundo semestre, inicio as gravações de uma novela.
Como foi criado o Atormentado?

Sempre achei incríveis atores de stand-up como o Diogo Portugal, Fabio Rabin, Luiz França, Paulinho Serra e todos esses caras feras. Me aventurei nessa empreitada, mas foi mais uma brincadeira.

Pretende voltar com o stand-up?

Vou voltar com o meu solo, que se chama Separei Agora, antigo Não Existe Mulher Difícil,
texto do Lucinho Mauro e direção do Otávio Muller. Vou viajar com ele pelo Brasil. Mas sou fã desses caras de stand-up, são comediantes de primeira. Você pode escrever um texto e, a cada semana, reformular. É um barato.

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