ESTÉTICA

O NOVO QUERIDINHO

Todo mundo sabe que o bumbum é a paixão nacional. Mas, convenhamos, ter seios firmes e empinados também é o sonho de boa parte das brasileiras. Não à toa, o implante de prótese mamária, mais conhecido como silicone, lidera o ranking de cirurgias plásticas realizadas no país, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Apesar da grande procura, a maior parte dos pacientes tem dúvidas sobre como funciona o procedimento. “A diversidade de modelos e medidas torna o preparo dessa cirurgia um tanto confuso, e é preciso esclarecer todas as questões antes de optar pelo procedimento”, explica o médico Guilherme Ribeiro, sócio da clínica Cló e Ribeiro Cirurgia Plástica. Confira a seguir.

1. As próteses de silicone são todas iguais? Não. Elas podem ser de diferentes marcas e nacionalidades, variando de acordo com o tipo de revestimento e formato.

2.Quais são os formatos possíveis? Há basicamente as próteses redondas e as anatômicas, naturais, em formato de pera ou gota. As redondas conferem um colo mais arredondado e uma mama mais simétrica em medidas. Já a anatômica é destinada a pessoas que buscam um colo mais alto e de caimento mais natural. A largura do implante varia de acordo com a necessidade.

1. As próteses de silicone são todas iguais? Não. Elas podem ser de diferentes marcas e nacionalidades, variando de acordo com o tipo de revestimento e formato.

3. E os revestimentos?São três tipos. As próteses lisas, usadas sempre por baixo do músculo e com índices mais altos de contratura; as texturizadas, que podem ser usadas por cima ou por baixo do músculo, com índices de contratura bem menores que os das lisas; e as de espuma de poliuretano, geralmente usadas por cima do músculo e com os mais baixos índices de contratura.

4. Quais as medidas da prótese?Elas podem ser definidas didaticamente em largura, altura e projeção. A largura e a altura se referem às medidas da base do implante, no plano horizontal. Já a projeção é a medida que se estende da base do implante ao topo. A projeção pode variar de baixa, média, alta e superalta. As escolhas do formato e das medidas da prótese vão variar de acordo com o caso, o exame físico, as características individuais, a rotina do cirurgião e as expectativas e desejos da paciente.

5. E qual a diferença entre a prótese por baixo e a por cima do músculo?Quando colocadas por baixo do músculo, as próteses conferem mais naturalidade e menor tendência à queda do implante. Mas é também o plano de colocação que apresenta mais dor no pós-operatório. Por outro lado, é possível inserir implantes por cima do músculo com formatos mais naturais e com adesividade aos tecidos, dificultando sua queda, o que favorece o uso desse plano com as próteses atuais. O plano subfascial é um misto dos dois, pois a prótese fi ca entre o músculo e a fáscia, a camada que recobre o músculo, separando-o da glândula. A escolha do melhor plano deve ser feita em conjunto com o cirurgião.

GUILHERME RIBEIRO

Formado em medicina pela UFMG em 2000, com residência médica em cirurgia geral na Santa Casa de Misericórdia de BH, de 2001 a 2002, residência médica em cirurgia plástica no Hospital das Clínicas da UFMG, de 2003 a 2005, título de especialista em cirurgia plástica pela SBCP, coordenador do núcleo de cirurgia plástica corporal da equipe Cló & Ribeiro

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