Saúde

Ômega 3 atuante na prevenção de doenças neurológicas

O ácido graxo tem sido fonte de pesquisas e está ganhando os holofotes. Saiba aqui se ele é realmente eficaz.

Com certeza, você já ouviu falar do poder do ômega 3. Justamente por ele ser tão comentado que se tornou comum no dito popular as pessoas recomendarem umas às outras a comerem peixes ou outros alimentos ricos da substâncias. É comumente falado dos efeitos moduladores em vias inflamatórias resultando em benefícios contra o risco de doença inflamatória intestinal, artrite, doença cardiovascular e alguns tipos de cânceres. Mas, cá entre nós, será que ele realmente é eficaz? Sim, sem dúvidas é! Inúmeros estudos científicos já comprovam os seus benefícios para saúde. No entanto, hoje nós queremos nos especificar nas vantagens de consumo quando o assunto são doenças neurológicas. Vamos juntos entender mais sobre esse tema?

O que os cientistas dizem a respeito do ômega 3 em relação a doenças neurológicas:

A Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) publicou um artigo a respeito do tema compilando um estudo científico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) sobre a interferência do ômega 3 na neurologia. Entenda!

Universidade Federal de São Paulo (Unifesp):

Um estudo realizado por cientistas da Instituição e de outras organizações constatou que o ômega 3 também pode ter papel importante no combate à epilepsia. A conclusão surgiu através de testes experimentais feitas em ratos, nos quais os cientistas verificaram que a substância pode sim diminuir a letalidade de neurônios durante crises epilépticas, mais que isso também auxilia na regeneração do tecido do cérebro. No estudo, uma dezena de roedores recebeu 85 miligramas de ômega 3 por quilo de peso durante 60 dias, enquanto foi administrada uma substância inócua a um número igual de animais, que funcionou como base para o controle. Os cientistas perceberam que os roedores que receberam ômega 3 demonstraram perceptível preservação do tecido cerebral depois da simulação de crises epilépticas quando comparados aos outros. Outro fator observado é que o ômega 3 desempenhou notória característica antiiflamatória, visto que o tecido do cérebro dos animais com epilepsia apresentava antes inflamações crônicas. A pesquisa foi publicada na revista Epilepsy & Behavior e demonstrou que o ácido graxo libera ainda mais a produção de proteínas que agem na entrada do cálcio no neurônio e, devido a isso, colabora para diminuir a morte das células em nosso cérebro. Essa constatação foi muito importante já que foi a primeira a demonstrar uma ação no cérebro graças a esse ácido graxo com relação à epilepsia. Mesmo havendo somente outros seis grupos no mundo que estudam a letalidade súbita nas epilepsias, esse não é um acontecimento dito como incomum, afinal as chances de indivíduos com muitas crises falecerem subitamente é de três a quatro vezes maior do que em pessoas que não têm a doença. O tratamento principal é o remédio, por isso, para ir em outra direção, a pesquisa aponta a utilização do ômega 3 através da alimentação. Contudo, os cientistas da universidade advertem quanto aos indivíduos com epilepsia que não podem abrir mão de seus medicamentos, considerando a substância somente como forma de diminuir as crises e combater o problema.

Entenda melhor a epilepsia:

A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico que ocorre em média com 1% da população em geral, tendo como gatilhos comuns os traumas durante o parto e tumores no sistema nervoso central. Em nosso país, a causa principal é o parasitismo, principalmente, a neurocisticercose causada pela ingestão de água e alimentos contaminados. As pessoas costumam ter a ideia errada de que o parasita vem somente da carne de porco, mas o foco mais comum de contaminação da larva Cysticercus cellulosae acontece por meio de folhas e vegetais, assim como da água contaminada. A epilepsia é uma doença neurológica e não psiquiátrica. Precisamos ter isso em mente para que o preconceito em volta do problema seja sanado. Ao contrário do que muitos pensam, a saliva não transmite a epilepsia e também não é infecciosa.

Onde encontramos o ômega 3:

O ômega 3 é uma gordura fundamental para o bom funcionamento do corpo e pode ser encontrado em diferentes alimentos, em especial em peixes e na linhaça. Também pode ser obtido através de suplementação, mas nada melhor que obter o nutriente através do alimento. Ingerindo três porções semanais de salmão, atum, anchova ou sardinha, você já obterá o consumo ideal. No entanto, é preciso ter certa atenção, visto que alguns frutos do mar são ricos no ácido graxo, mas também podem conter mercúrio. Esse problema atinge, em grande maioria, crianças menores e mulheres grávidas, já que o mercúrio é neurotóxico. Um exemplo é o atum que é rico em ômega 3 e em mercúrio ao mesmo tempo. Para a população em geral, o mais recomendado é a sardinha, em especial, pelo preço bastante acessível.

Outras fontes de ômega 3:

Nós falamos muito sobre o peixe, no entanto, também existem fontes alternativas do ácido graxo. De acordo com o estudo Alternative Sources of Omega-3 Fats: Can We Find a Sustainable Substitute for Fish?, plantas ricas em ômega-3, como a linhaça, a prímula, a echium e sementes de cânhamo, contém apenas cadeias curtas do ácido graxo e nenhum ou níveis pequenos de EPA e DHA. Contudo, você deve estar pensando que utilizar os óleos de plantas para alimentar os peixes e na produção de suplementos humanos poderia diminuir o impacto nos níveis de peixes, introduzindo uma fonte mais sustentável e econômica. Infelizmente, a pesquisa mostra que não é bem assim que funciona, já que revelam que peixes alimentados com óleos vegetais demonstram um menor acúmulo de ômega-3 em sua “carne”. Mas, uma boa alternativa poderia ser a suplementação direta de ácido estearidônico como forma de aumentar o ácido graxo em nossa alimentação por meio da sua oferta como comida para os peixes e aves. Caso você tenha restrição em relação ao consumo de carne, o uso de óleos de algas também tem demonstrado ser uma alternativa eficiente. Gostou deste conteúdo? Envie para um amigo que também irá aproveitar das informações.

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