MEDICINA

PASSEI POR UM TRAUMA NASAL, E AGORA?

Você sabia que é possível ter uma fratura nasal e nem sequer perceber? Casos como esse, mais frequentes em função de agressão física, prática de esportes, queda da própria altura e acidente de carro ou motocicleta, são comuns porque muitas vezes os sintomas são percebidos, ou acabam sendo mascarados, dando a entender que o problema é outro. Geralmente, o nariz é atingido por um instrumento perfurante, o que faz com que o esqueleto osteocartilaginoso seja fraturado, enquanto os tecidos moles são apenas contundidos. Sangramento da mucosa, obstrução nasal, mudança da aparência e dor podem ajudar no reconhecimento. O trauma nem sempre é tratado com cirurgia. Em alguns casos, há a possibilidade de realinhar o nariz manualmente, associada à pinça ou unicamente com pinça. Outra forma é a realização da rinoplastia, da septoplastia associada e, quando a lesão ocasiona disfunção respiratória, da rinosseptoplastia — cirurgia que combina o tratamento de desvio do septo com a correção de defeitos estéticos —, que pode, inclusive, ser feita com cobertura de plano de saúde. Em qualquer que seja o caso, procure sempre um cirurgião rinologista, ele é o especialista máximo em função e estética nasal, e da face como um todo. A redução da fratura é aconselhada até a segunda semana. Passado esse período, pode-se criar uma deformidade cuja correção exige uma operação bem mais complicada e com resultados menos satisfatórios.

“Sangramento da mucosa, obstrução nasal, mudança da aparência e dor podem ajudar no reconhecimento”

Michel Pires (crm 42016) é cirurgião rinologista especialista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facil e membro da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face

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Michel Pires

Michel PiresÉ cirurgião rinologista especialista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e membro da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face. CRM 42016 RQE 22790

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