Fitness

PROTEÍNA MILAGROSA

A expressão low carb significa, em livre tradução, baixo teor de carboidratos. É por isso que ela passou a ser utilizada para englobar dietas que pregam um cardápio baseado na ingestão de proteínas e gorduras. “Para ser considerada uma dieta low carb, é preciso que o consumo de carboidratos seja de, no mínimo, 25 e, no máximo, 100 gramas por dia, e deve vir de frutas e legumes. Não entram pães e massas, nem em pequenas quantidades”, explica a nutricionista funcional Ana Paula Fidélis. Um erro comum, entretanto, é achar que todas as dietas com baixa ingestão de carboidratos funcionam da mesma maneira. Segundo a especialista, existem diferenças que precisam ser levadas em conta para que o resultado seja efetivo.

O crescimento na procura desse tipo de alimentação veio dos avanços científicos nas áreas de nutrição e medicina, que mostraram diversos malefícios para a saúde trazidos pelo excesso de carboidrato, com danos ainda maiores que aqueles ocasionados pelo, antes demonizado, excesso de gordura. “O consumo de gorduras presentes nos alimentos tende a fazer bem à saúde. Já o consumo de massas, tortas, pães, biscoitos, sucos, arroz e batatas em demasia foi relacionado a diversas doenças”, afirma. Segundo Ana Paula, alguns dos benefícios da redução de carboidratos para a saúde são a normalização da insulina, a prevenção de doenças como câncer e diabetes e a melhora dos sintomas de compulsão alimentar e ansiedade. Entenda um pouco mais sobre as três mais famosas dietas low carb e saiba como funciona cada uma delas.

DIETAS LOW CARB

ATKINS

Estruturada em quatro fases, duas para emagrecer Foi criada na década de 70 pelo cardiologista americano Robert Atkins, que propunha a restrição do consumo diário de carboidratos e sua substituição por proteínas e gorduras. Considerado um dos precursores das dietas proteicas, o médico publicou, em 1972, o livro A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins, que ia na contramão da medicina da época. O livro vendeu 15 milhões de cópias e já ganhou várias versões adaptadas desde então. Veja como funcionam as fases da dieta. INDUÇÃO: é a fase que mais restringe o consumo de carboidratos, permitindo, no máximo, 20 gramas do macronutriente por dia. Tem duração de, no mínimo, catorze dias, e pode se estender de acordo com a quantidade de peso a ser perdida.

INDUÇÃO: é a fase que mais restringe o consumo de carboidratos, permitindo, no máximo, 20 gramas do macronutriente por dia. Tem duração de, no mínimo, catorze dias, e pode se estender de acordo com a quantidade de peso a ser perdida.

PERDA CONTÍNUA DE PESO: somente alguns tipos de carboidrato podem ser incorporados, começando pelos vegetais e aumentando, gradativamente, 5 gramas do nutriente a cada dia, até que faltem apenas 10 quilos para se chegar ao peso desejado.

PRÉ-MANUTENÇÃO: continua-se aumentando a ingestão de carboidratos em 5 gramas diárias, até que a perda de peso seja interrompida. O objetivo é encontrar a quantidade de carboidratos aceita pelo corpo sem que se ganhe peso.

MANUTENÇÃO: deve ser seguida pelo resto da vida e permite a ingestão de qualquer tipo de carboidrato, incluindo arroz e batata, mas somente até a quantidade máxima aceita pelo corpo sem iniciar o ganho de peso, descoberta na fase anterior.

DUKAN

Criada pelo nutrólogo francês Pierre Dukan, a dieta é uma adaptação da Atkins e faz pequenas alterações nas fases de perda de peso e manutenção. O consumo de gordura também é um pouco menor em todas as fases da dieta. (Ataque e Cruzeiro) e duas para estabilizar o peso ideal (Consolidação e Estabilização. Veja como funciona cada uma delas.

ATAQUE: prevê uma perda de peso rápida, com 66 alimentos ricos em proteínas autorizados para ser consumidos à vontade. Dura de um a sete dias e proporciona uma perda de peso de até 5 quilos.

CRUZEIRO: introduz, ao lado das 66 proteínas, 34 legumes e verduras, somando 100 alimentos liberados. Propõe uma perda de peso moderada, de 1 quilo por semana em média. Deve ser seguida até que se chegue ao peso desejado.

CONSOLIDAÇÃO: permite, além dos 100 alimentos liberados, o consumo moderado de frutas, pães integrais, queijos e carboidratos, além de uma refeição livre por semana. É a fase de reeducação alimentar, que dura dez dias para cada quilo perdido, a fim de impedir o efeito sanfona.

ESTABILIZAÇÃO: a alimentação volta a ser livre e nada mais é proibido, porém é obrigatório seguir três regras pelo resto da vida: um dia da semana ingerir apenas proteínas, consumir três colheres de sopa de farelo de aveia por dia e fazer vinte minutos de caminhada diariamente.

PALEOLÍTICA

Propõe, como o próprio nome sugere, a volta da alimentação praticada na era paleolítica. Por isso, estão permitidos somente os alimentos que podem ser encontrados na natureza, excluindo-se qualquer tipo de industrializado. Consome-se, basicamente, verduras, frutas, carnes com gordura aparente e água. No estilo homem das cavernas, também há a proposta de períodos prolongados de jejum, podendo chegar a 24 horas, e o baixo consumo de grãos, sementes e leguminosas. Confira alguns princípios básicos da dieta.

CONSUMO DE CARNE À VONTADE: a proteína animal era a base da alimentação no período paleolítico.

RESTRIÇÃO DE GRÃOS E MASSA: como os nossos antepassados ainda não dominavam o fogo e a agricultura, não era possível plantar nem moer grãos, como milho e trigo. O consumo de carboidratos deve vir somente de verduras, legumes e frutas.

Compartilhe:

Revista Saúde e Estilo

Revista Saúde e EstiloA SAÚDE&ESTILO entra em cena para levar conhecimento e informação ao seu leitor, agregando cuidados com a mente e com o corpo e estimulando a busca por uma vida de hábitos saudáveis. Mantendo, é claro, sua visão responsável sobre longevidade.

Outras postagens de: Revista Saúde e Estilo