COMPORTAMENTO

SEM MIMIMI

Aos 25 anos, a modelo e jornalista mineira, de Juiz de Fora, comemora o título de Miss Brasil, conquistado em março, já de olho no Miss Universo

A que você atribui a sua vitória?

Acho que foi um conjunto de fatores. A Júlia do início é muito diferente da Júlia de hoje, principalmente em inteligência emocional. Evoluí muito. Hoje me considero uma mulher que se ama, e sabe do que é capaz. Tem que ter segurança. O que mais elogiaram foi a minha comunicação. Me expresso bem. E também a luz na passarela, que só brilhou porque eu estava confiante.

Considera que quebrou algum padrão?

Cheguei a um momento em que eles procuravam mais diversidade. O cabelo curto foi um grande diferencial. Nunca houve antes.

O que está por trás de seu discurso de empoderamento feminino e direito das mulheres?

Sempre fui muito livre, fui da rua, quis estudar, trabalhar fora, enfim, fazer tudo sozinha, ser independente. A mulher ser forte é natural para mim, graças a um pai que me criou para o mundo, que me ensinou que eu podia ser o que quisesse. Mas com o passar do tempo eu fui reparando que essa não era a realidade de muitas mulheres. Talvez a solução para mostrar que devemos ser respeitadas é nós mesmas nos unirmos. Vejo casos de violência, abuso ou assédio em que as próprias mulheres julgam e apontam o dedo. É muita falta de empatia. Levanto a bandeira da luta, mas convido, principalmente, as mulheres a mudar.

Você é feminista?

Sou feminista e quero disseminar o que é o feminismo. Tem muita gente que não entende. Há também as mulheres extremistas, o que não é o meu caso. Ser feminista é, simplesmente, defender a igualdade de direitos. Homens e mulheres são diferentes, mesmo, e isso é legal. Mas não tem razão de não termos o direito de escolher o que vestir, se vamos ou não trabalhar ou ter filhos. A sociedade nos impõe regras o tempo todo. Temos que educar nossos filhos e quem está ao nosso redor.

Como pretende aproveitar a visibilidade que conquistou?

Meu maior sonho é ganhar o Miss Universo. Se acontecer, vou morar um ano em Nova York com a organização do evento. Se não, como Miss Brasil já tenho uma grande responsabilidade, que é conseguir influenciar o maior número de pessoas possível. Não só a respeito da luta pelos direitos das mulheres, mas também sobre coisas que mudaram a minha vida. O autocuidado, o autoconhecimento, a inteligência emocional, as causas sociais. Quero incentivar as pessoas a ajudar o próximo. Tudo o que é positivo merece ser compartilhado.

Compartilhe:

Revista Saúde e Estilo

Revista Saúde e EstiloA SAÚDE&ESTILO entra em cena para levar conhecimento e informação ao seu leitor, agregando cuidados com a mente e com o corpo e estimulando a busca por uma vida de hábitos saudáveis. Mantendo, é claro, sua visão responsável sobre longevidade.

Outras postagens de: Revista Saúde e Estilo